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Maçu
(Marcelino José Claudino)
07/07/1889 - 08/05/1973

Mestre-sala. Fundador da Estação Primeira de Mangueira.

Filho de escravos, nasceu em Santa Cruz, bairro da zona oeste do Rio de Janeiro, foi jagunço e guarda-costas de um fazendeiro da região. Desde menino gostava de assistir aos ranchos e sempre observava os mestres-sala que acompanhavam as porta-estandartes destas agremiações carnavalescas.

Assiduo frequentador de rodas de samba, Seu Maçu era um renomado batuqueiro e sempre marcava presença tanto nos festejos da Penha quanto nos pagodes da Praça Onze, onde também mostrava sua habilidade na dança.

No início da década de 20, Maçu, Cartola, Carlos Cachaça, Babaú, Zé Espinguela e outros notáveis fundaram o bloco dos Arengueiros, famoso por sempre arrumar brigas quando saía em desfile. Exímio capoeirista, era Maçu quem defendia o estandarte do bloco, já que as brigas em sua maioria tinham como objetivo roubar o estandarte do bloco rival.

Em 28 de abril de 1928, Maçu participou da reunião de fundação da Estação Primeira de Mangueira que juntou os blocos mais importantes do morro, incluindo o dos Arengueiros.

Como já era o porta-estandarte dos Arengueiros, Marcelino decidiu introduzir esta arte na recém fundada Estação Primeira, se tornando o primeiro mesre-sala das escolas de samba, onde fazia par com Raimunda. Se tornou presidente da agremiação nos períodos de 1942 a 1950 e de 1952 a 1958, contribuindo para o seu engrandecimento.

Mesmo após os setenta anos, continuou a frequentar a Estação Primeira, e pediu à diretoria uma função na escola. Foi lhe oferecido o cargo de diretor de patrimônio, recusado pelo sambista. Achou melhor algo mais simples, como cuidar dos banheiros da quadra. A própria diretoria da escola relutou bastante, afirmando que alguém da importância de Maçu, anto para a Mangueira quanto para o samba não poderia exercer tal função. Marcelino insistiu, pois ainda queria ser útil à Mangueira e a diretoria Verde e Rosa acabou aceitando e Marcelino Claudino, o primeiro mestre-sala da história encerrou sua participação na Mangueira.

Em agosto de 2009, o jornalista Sérgio Gramático lançou o livro "Maçu da Mangueira - O Primeiro Mestre-sala do Samba", onde pode ser conhecida de forma mais ampla a história deste pioneiro do samba brasileiro e mangueirense.

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