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NOTÍCIAS DA ESTAÇÃO PRIMEIRA DE MANGUEIRA

Com 30 anos de carreira, Ciganerey vive expectativa de estreia solo pela Mangueira

Ele canta sambas-enredo desde os anos 80, quando ainda era conhecido como Paulinho Poesia. No início da década de 90 adotou o novo nome artístico: Ciganerey, que dura até os dias de hoje. Paulo Roberto da Silva será responsável por conduzir o microfone oficial da Mangueira no Carnaval 2016.

O intérprete chegou à Mangueira no ano de 2010, por intermédio de Ivo Meirelles, substituindo Rixxah no trio de “tenores” da agremiação, composto também por Luizito e Zé Paulo Sierra. O trio seguiu até o Carnaval de 2013. Em 2014, o Luizito voltou a ser o único intérprete oficial e Ciganerey continuou como apoio no carro de som. Com o falecimento do intérprete, a Estação Primeira de Mangueira o promoveu a cantor oficial novamente, desta vez em carreira solo. Ciganerey diz que não substituirá Luizito, mas dará continuidade no trabalho que foi feito pelo cantor.

- Estou recebendo uma dádiva divina. Quanto à substituição, acho que não é a palavra certa para mim. Vou dar sequência a um trabalho que ele começou junto com o grande Jamelão. Luizito fez acontecer e eu quero continuar com o que ele deixou. Quero que seja um grande Carnaval pra mim e para a Mangueira – disse.

O início de sua carreira como intérprete foi na década de 80 no Acadêmicos do Engenho da Rainha, mas foi no Tuiuti na década de 90 que tornou-se Ciganerey. Na azul e amarelo de São Cristóvão ganhou a maior projeção de sua carreira. Foi com a escola para o Grupo Especial e permaneceu na agremiação até o ano de 2005, tendo retornado rapidamente ao Engenho da Rainha em 2003. Teve passagens também pela Unidos do Cabuçu, Alegria da Zona Sul e Arranco. Retornou ao Tuiuti nos anos de 2008 e 2016, porém precisou se afastar do microfone oficial da agremiação por questões de regulamento. Passou ainda pela Inocentes de Belford Roxo e em 2015 foi o puxador da Em Cima da Hora que acabou rebaixada para a Intendente Magalhães.

- Estou no carnaval desde criança. Minha mãe foi porta-bandeira da Caprichosos e eu segui seus passos. Já fui ritmista, passista, mestre-sala e compositor. Antes de cantar samba-enredo, tinha um grupo de pagode e para desbravar uma curiosidade minha visitei um estúdio para saber como era realizada uma gravação, ali descobriram meu talento para interpretar. Hoje vivo de música o ano inteiro.

Ciganerey tem como referência o cantor Neguinho da Beija-Flor e revelou ao CARNAVALESCO a origem do seu grito de guerra “ Alô povão de (lugar da agremiação), alô minha escola querida”:

- O Neguinho da Beija-Flor além de ter talento, tive o prazer de cantar junto no Carnaval 2005. O grito de guerra vamos criando de acordo com a situação. O meu já foi roubado e mudado algumas vezes. Para 2016 teremos uma surpresa, gravamos o samba com uma mescla do meu grito de guerra com o do Luizito, em forma de homenagem.

O intérprete com 30 anos de carreira e 50 de vida critica o atual modelo de disputas de samba adotado pelas agremiações: - Algumas escolas já inovaram no modelo de disputa de samba. Um contra o outro, por exemplo. Acho válido, mas é extremamente necessário mudar o lado financeiro. É injusto o valor envolvido – opina.

A Estação Primeira de Mangueira encerrará o carnaval de 2016, desfilando na segunda-feira de carnaval, na Marquês de Sapucaí, com o enredo “Maria Bethânia: A menina dos olhos de Oyá” do carnavalesco Leandro Vieira, uma homenagem à cantora baiana e mangueirense.

FONTE:
http://www.carnavalesco.com.br/noticia/com-30-anos-de-carreira-ciganerey-vive-expectativa-de-estreia-solo-pela-mangueira/16006


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