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NOTÍCIAS DA ESTAÇÃO PRIMEIRA DE MANGUEIRA

Aposta na raiz da dança tradicional é a receita de Raphael Rodrigues e Squel Jorgea para 2016

Raphael e Squel vão ostentar o pavilhão verde e rosa, quando a Mangueira fechar o Carnaval 2016, com o enredo “Maria Bethânia: A menina dos olhos de Oyá” do carnavalesco e marido da porta-bandeira - Leandro Vieira, em uma homenagem à cantora baiana e mangueirense.

Carioca do Estácio - berço das malandragens cantadas por Ismael - ainda na infância Squel mergulhou no universo do carnaval carioca ouvindo as estórias e memórias que giravam em torno de seu avô, e dos antigos desfiles da Estação Primeira. Neta de "Xangô" que carregava a "Mangueira" como sobrenome. Aos nove anos ingressou na Escola de Samba Acadêmicos do Grande Rio, para a partir daí, o samba fazer parte de sua trajetória. Após uma década na tricolor de Caxias passou pela Mocidade Independente de Padre Miguel e em 2013 assumiu o pavilhão principal da escola de seu avô: a Estação Primeira de Mangueira.

- Eu comecei a frequentar os ensaios da escola para ficar mais próxima do meu pai. E na Sapucaí rodei de baianinha e cruzei a Avenida de passista. Com o término das alas infantis da escola, o saudoso Candimba sugeriu ao meu pai o meu ingresso na ala mirim de mestre-sala e porta-bandeira da escola. No ano de 1998, o Acadêmicos do Grande Rio promoveu um concurso para a escolha da terceira e da segunda porta-bandeira da agremiação para carnaval de 1999, fiz parte desse concurso e por votação fui eleita segunda porta-bandeira. Fiquei três anos como segunda e em 2001, após o desfile, a direção da agremiação me escolheu para defender o primeiro pavilhão.

Neta de Xangô, Squel sempre foi perguntada por qual motivo não tinha começado em Mangueira. Assim como era da vontade do avô, Squel quis sua independência. Quis construir sua carreira com seu trabalho e sem benefícios. E dessa forma, sabia que deixava ainda mais orgulhoso seu avô:

- Ele podia me colocar lá, mas ele não quis e eu também não. Ele sempre me apoiou. Quando eu entrava na Avenida ele estava lá no cantinho e estendia a mão, como um sinal de boa sorte. Ele sempre esteve presente em meus desfiles. Lembra emocionada.

Com 31 anos de idade e mestre-sala da Estação Primeira de Mangueira há seis Carnavais, Raphael Rodrigues chegou ao Carnaval em 1992 como passista na escola mirim Aprendizes do Salgueiro. Em 1993 participou de um concurso para ser o segundo mestre-sala e em 1994 ocupou o posto de guardião do primeiro pavilhão, onde ficou até 1999. Passou pela extinta Acadêmicos da Barra da Tijuca, Difícil é o Nome, Boi da Ilha do Governador, Leão de Nova Iguaçu, Portela e Tradição e em 2005 estreou no Grupo Especial na Unidos de Vila Isabel, de lá foi para a Mocidade independente de Padre Miguel e Viradouro. Em 2010 chegou à Estação Primeira de Mangueira.

- Quando menino meu sonho sempre foi ser reconhecido pelo meu trabalho e assim foi. Realizei o sonho com o bônus de ter ao meu redor pessoas que sempre me ajudaram e apoiaram quando preciso, além de sorrisos, choro de emoção e aplausos sinceros, que é o melhor pagamento pra qualquer artista do carnaval.

Fora da Estação Primeira de Mangueira Raphael Rodrigues trabalha como taxista, modelo oficial da grife D’Samba e desempenha a função de coreógrafo do primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira do Acadêmicos da Santa Cruz Mosquito e Roberta. No Carnaval gostaria de desempenhar a função de diretor de carnaval quando se aposentar como mestre-sala.

- Dança é um autoconhecimento, tem que deixar a dança entrar. Não concordo com dois pra lá, dois pra cá. Usamos o balé apenas como limpeza, nosso macete. Não consigo trazer nada além disso para a dança tradicional. Dançamos de 5 a 6 vezes com a roupa oficial do desfile para cair o que tiver que cair e mudar o que tiver que ser mudado. Em 2016 o público vai se surpreender com o casal muito mais do que em 2005, debaixo de chuva. Sem ser arrogante, é muito difícil tirar a nota 40 e mais difícil ainda é mantê-la. Eu e Squel manteremos! – promete o mestre-sala.

A Estação Primeira de Mangueira encerrará o Carnaval de 2016 desfilando no dia 08 de fevereiro, segunda-feira de Carnaval na Marquês de Sapucaí.

FONTE:
http://www.carnavalesco.com.br/noticia/aposta-na-raiz-da-dana-tradicional--a-receita-de-raphael-rodrigues-e-squel-jorgea-para-2016/16037


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